
Correram atrás de mim sem me explicarem o motivo. Eu errei sim! Eu confesso! Mas eu não machuquei ninguém. Isso é muito injusto! Tudo sai da minha vida sem explicação, sem aviso prévio! Ninguém manda notícia! Tudo foge, nada se encaixa!
Mas, por educação, eu explico o que aconteceu.
Eu cometi dois erros graves. Eu fiquei instável e mais uma vez me precipitei! Eu falei o que não devia, ouvi o que não queria, vi o que não desejava. Não aproveitei nada da minha noite e quase tudo acabou em tragédia!
Eu também me iludi. Foi o meu segundo e maior erro! Só que hoje não quero ver mais ninguém. Não quero cheirar ninguém! Cansei de ser o otário da corte. Contudo, mesmo assim, aqui estou lamentando e conspirando contra a minha própria pessoa. Tudo fica escuro, eu fico cego e mudo.
Quando eu corri da verdade, não foi por causa do meu medo. Longe disso. Foi por causa da minha infantilidade que me atacou novamente. As palavras estavam grudadas no meu palato mole. Não sei o porquê, mas fiquei com uma ânsia de vômito incrível. E queria pôr tudo para fora, de uma forma não muito cortês.
Fui contido pelo desconfiômetro, que por sinal, estava meio quebrado nesses últimos dias. Porém, mais uma vez ele me salvou.
Fui estuprado por ofensas horríveis, que cortaram a minha pele, expondo o meu tecido adiposo e os meus ocos vasos sangüíneos. Eu já não tinha mais sangue. Nem de barata.
Só que, na verdade, não foi culpa minha. Se dependesse de mim, tudo daria certo! Eu não sou louco o bastante para desejar o mal a mim mesmo! Oras, a loucura não me possuiu ainda por completo. Mas eu corri...
Só que, se o tempo voltasse, eu não correria e explico o porquê.
Quem corre do perigo ou quem corre das circunstâncias é um fraco!
Quando o dia começa e eu me vejo na cama, pronto para mais uma batalha, eu penso se todas as pessoas pensam como eu. É claro que não. Mas certas coisas óbvias vagueiam pela nossa mente e nem nos importamos com isso. Talvez seja um resquício de uma infância bem vivida. É uma infantilidade saudável.
Já faz dias que estou sangrando e isso incomoda bastante. O sangue às vezes tem sabor amargo. Felizmente não existe mais dor. A dor já me consumiu bastante e, hoje, sinto apenas um reflexo de uma grande confusão interna.
Foi uma fuga complicada que acabou com os meus ligamentos do joelho. Corri bastante dos meus medos e dos meus sonhos. Corri de cobras e cavalos. Corri das ameaças e das dúvidas que não se curam. Corri do escuro. Corri da claridade do céu.
Não vi brilho nos meus olhos. Somente medo e pânico. Ódio!
O que me ocorre agora é um momento de reflexão. Sei que a tristeza é um sentimento que plantamos, regamos e colhemos. Sei que minha fuga é igual a milhares de fugas por ai. Não fui o primeiro e nem serei o último a correr das ilusões.
Se correram de atrás de mim, de uma forma ou de outra, tenho uma parcela de culpa. Mas eu não sou culpado. Sou inocente! Não podem me crucificar! Não podem me queimar. A agonia que me cerca agora gera um turbilhão de gritos desesperados de pessoas inocentes sendo queimadas em um passado distante. Não quero fazer a história dessa maneira, sendo um injustiçado. Quero ser um herói. Pelo menos isso eu mereço.
Mas, por educação, eu explico o que aconteceu.
Eu cometi dois erros graves. Eu fiquei instável e mais uma vez me precipitei! Eu falei o que não devia, ouvi o que não queria, vi o que não desejava. Não aproveitei nada da minha noite e quase tudo acabou em tragédia!
Eu também me iludi. Foi o meu segundo e maior erro! Só que hoje não quero ver mais ninguém. Não quero cheirar ninguém! Cansei de ser o otário da corte. Contudo, mesmo assim, aqui estou lamentando e conspirando contra a minha própria pessoa. Tudo fica escuro, eu fico cego e mudo.
Quando eu corri da verdade, não foi por causa do meu medo. Longe disso. Foi por causa da minha infantilidade que me atacou novamente. As palavras estavam grudadas no meu palato mole. Não sei o porquê, mas fiquei com uma ânsia de vômito incrível. E queria pôr tudo para fora, de uma forma não muito cortês.
Fui contido pelo desconfiômetro, que por sinal, estava meio quebrado nesses últimos dias. Porém, mais uma vez ele me salvou.
Fui estuprado por ofensas horríveis, que cortaram a minha pele, expondo o meu tecido adiposo e os meus ocos vasos sangüíneos. Eu já não tinha mais sangue. Nem de barata.
Só que, na verdade, não foi culpa minha. Se dependesse de mim, tudo daria certo! Eu não sou louco o bastante para desejar o mal a mim mesmo! Oras, a loucura não me possuiu ainda por completo. Mas eu corri...
Só que, se o tempo voltasse, eu não correria e explico o porquê.
Quem corre do perigo ou quem corre das circunstâncias é um fraco!
Quando o dia começa e eu me vejo na cama, pronto para mais uma batalha, eu penso se todas as pessoas pensam como eu. É claro que não. Mas certas coisas óbvias vagueiam pela nossa mente e nem nos importamos com isso. Talvez seja um resquício de uma infância bem vivida. É uma infantilidade saudável.
Já faz dias que estou sangrando e isso incomoda bastante. O sangue às vezes tem sabor amargo. Felizmente não existe mais dor. A dor já me consumiu bastante e, hoje, sinto apenas um reflexo de uma grande confusão interna.
Foi uma fuga complicada que acabou com os meus ligamentos do joelho. Corri bastante dos meus medos e dos meus sonhos. Corri de cobras e cavalos. Corri das ameaças e das dúvidas que não se curam. Corri do escuro. Corri da claridade do céu.
Não vi brilho nos meus olhos. Somente medo e pânico. Ódio!
O que me ocorre agora é um momento de reflexão. Sei que a tristeza é um sentimento que plantamos, regamos e colhemos. Sei que minha fuga é igual a milhares de fugas por ai. Não fui o primeiro e nem serei o último a correr das ilusões.
Se correram de atrás de mim, de uma forma ou de outra, tenho uma parcela de culpa. Mas eu não sou culpado. Sou inocente! Não podem me crucificar! Não podem me queimar. A agonia que me cerca agora gera um turbilhão de gritos desesperados de pessoas inocentes sendo queimadas em um passado distante. Não quero fazer a história dessa maneira, sendo um injustiçado. Quero ser um herói. Pelo menos isso eu mereço.



